Um encontro realizado na Câmara de Cássia durante esta semana pautou a situação do Consórcio Intermunicipal de Saúde dos Municípios do Lago de Peixoto, o CISLAP. Com sede na cidade de Cássia, o Consórcio atende cinco cidades da região, sendo Cássia, Delfinópolis, Claraval, Capetinga e Ibiraci. Com dívidas, o Consórcio tem passado por grandes dificuldades. Após diversas informações, o presidente da Câmara de Cássia, Ezequias Sousa Rodrigues (PSD) convocou representantes das cidades para a reunião. O prefeito de Cássia Rêmulo Carvalho Pinto (PP) e o prefeito de Delfinópolis e presidente do CISLAP, Pedro Paulo Pinto (PMDB) estiveram presentes no encontro. Já os prefeitos das cidades de Claraval, Capetinga e Ibiraci não compareceram ao encontro. Apenas o presidente da Câmara de Capetinga, Luis César Guilherme e a vereadora Maria Bethânia Pimenta participaram do encontro. Da cidade de Cássia, também participaram do encontro a Secretária de Saúde, Elaine David, o diretor do Hospital de Cássia, Marcos Resende e todos os vereadores da Câmara.
Durante seu pronunciamento, o presidente do CISLAP e prefeito de Delfinópolis, Pedro Paulo Pinto (PMDB) destacou a grande importância do consórcio para as cidades da região, que além de oferecer excelentes profissionais ainda trabalha com grande eficiência, na redução dos valores de consultas e exames. “Consultas que custam em torno de R$ 200 (duzentos reais) o CISLAP consegue repassar para prefeituras num valor de R$ 50 (cinquenta) reais a R$ 70 (setenta) reais. Esse trabalho foi conquistado ao longo dos 20 anos de existência do consórcio”, disse o presidente. Pedro Paulo também destacou que, em encontro, os prefeitos firmaram um acordo que não foi cumprido. “Ficou acordado que as cidades de Cássia, Delfinópolis e Ibiraci passariam ao Consórcio, duas parcelas de R$ 10 mil (dez mil reais), durante os meses de outubro e novembro. Cássia repassou suas parcelas e R$ 6 mil a mais em uma única parcela. Nós (Delfinópolis) e Capetinga fizeram a quitação de uma das parcelas. Claraval não depositou o valor total, mais não deixou de repassar. Apenas a cidade de Ibiraci que não cumpriu em nada o acordo”, finalizou.
Atualmente, a soma das dívidas do CISLAP se aproxima dos R$ 395 mil (trezentos e noventa e cinco mil reais). A cidade com o saldo devedor mais alto é a cidade de Ibiraci, com cerca de R$ 130 mil (cento e trinta mil reais) em débitos.
Com a ausência de representantes das duas prefeituras, uma caravana deve visitar essas cidades para encontrar uma solução para a questão dos débitos das prefeituras. A medida foi acordada entre as autoridades presentes no encontro.
O Consórcio Intermunicipal de Saúde dos Municípios do Lago de Peixoto, o CISLAP é uma organização que conta com a participação de cinco municípios e gere serviços especializados na área da saúde, como oftalmologia, cardiologia, entre outros. Os serviços do consórcio significam uma redução de custos para as prefeituras no valor de consultas em quase 70%. Os atendimentos estão sendo suspenso por que a equipe médica não tem sido paga por falta do repasse das prefeituras.
PROBLEMAS NO CONSÓRCIO PODEM INTERFERIR NO ATENDIMENTO DO HOSPITAL
O diretor do Hospital de Cássia, Marcos Resende, destacou a importância do Consórcio Intermunicipal de Saúde dos Municípios do Lago de Peixoto, o CISLAP no serviço de urgência e emergência na cidade de Cássia. Segundo o diretor, em 2003, quando foi iniciado o trabalho de atendimento, o CISLAP foi o responsável pela contratação de dois ortopedistas que, além de atenderem o Consórcio, atendem também o Hospital. “Esses profissionais contratados com a parceria do CISLAP foram possíveis para que montássemos o atendimento de urgência e emergência a distância. Se caso o consórcio falhar, perderemos recursos e corremos o risco de perder inclusive o SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência)”, disse o diretor. Além disso, Marcos destacou que caso o Hospital de Cássia perca esses profissionais por problemas com o CISLAP, a cidade poderá ser retirada do sistema de urgência e emergência. “Precisamos cumprir uma série de exigências imposta pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado. Isso é muito preocupante pois a situação do CISLAP não é boa”, completou.













